Custa sempre, hoje particularmente.
Custa mais quando não estamos há espera, custa porque foi sempre uma presença muito viva na minha vida,custa porque estava a pouco mais de um mês de fazer 95 anos e a pouco mais de dois de conhecer o bisneto.
A partida começou na sexta a noite quando caiu, no sábado diziam que embora o coração fosse abaixo, rapidamente voltava porque ele tinha uma grande força de viver e eu agarrei-me á força dele, e tinha a certeza que recuperava, não a 100% é certo, mas que voltava.
Ontem de manha veio a noticia.
Depois de tanta coisa, não estava a espera disto, juro que não estava, confesso que ainda não acredito, confesso que tenho medo, muito medo do que pode vir a seguir.
Sei que teve uma boa vida, todos se admiravam com a sua força de vontade e independência, talvez por isso seja mais difícil aceitar,só espero que na recta final não tenha sofrido, um fim assim não é merecido...
A mim só me resta dizer...
Adeus avô ***


